segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sistema de fonte de energia para concertos, com potência nominal de 12 000 Kva´s

Sistema eléctrico do concerto da Ivete Sangalo 2007, Rio/Maracanã-Brasil 12 000 Kva´s / 3 x 400V~






PARALELO DE GERADORES TRIFÁSICOS
Quando temos por exemplo um gerador ligado a um barramento que alimenta um receptor de 50 KVA, se este receptor aumentar a procura de potência para 100KVA, necessitaremos de instalar outro gerador de 50 KVA para fazer face à nova procura.
Este ligar-se-á em paralelo com o anterior e a potência será novamente suficiente para alimentar o receptor. Unem-se as saidas de alimentação, às barras de distribuição ou saída. Mas, para se
poder fazer esta ligação em paralelo é obrigatório cumprir-se certas condições:
ANALISE OS SEGUINTES PONTOS, (pois eles são indespensaveis para o paralelo de geradores trifásicos), caso falte um dos pontos, o curto-circuito, explosão, inicio de fogo nos indizidos e geradores de xitação é inevitavel.
1. Igualdade de tensões e relação de transformação.
2. Igualdade de desfasamento dos diagramas vectoriais da xitação em
relação às inductoras da calagem do induzido de potêncial.
3. Igualdade de sequência.
4. Igualdade de tensões de curto-circuito.
5. Uma relação de potência compatível.
Então, se se cumprirem estas cinco condições, pode-se efectuar o
paralelo de dois ou mais geradores.
1. Igualdade de Tensões e relação de transformação:
Por estarem unidas as saidas, torna-se lógico que as tensões de saída devam ser iguais, pois se assim não fosse um gerador alimentaria o outro. Não basta que a relação de transformação seja igual, devem também ser iguais as respectivas tensões.
Por exemplo: Um gerador de 1000V/100V e outro de 100V/10V
Têm igual relação mas não é possível ligar uma saida de 1000V com outro de 100V.
Igualdade de tensões de saída implica igual relação de entre a relação das inductoras e induzido de potência, mas igual relação não implica iguais tensões de saída, porque não vai existir diferencial de xitação. Se não se cumprir esta condição aparecem, logo em vazio, elevadas correntes de circulação entre os geradores. Não é conveniente que estas correntes atinjam mais do que 10% das correntes nominais. A corrente de circulação dá origem a uma potência circulante, também chamada potência de compensação, cujo principal efeito, é o de aumentar a carga no gerador de maior tensão de saida, podendo sobrecarregá-lo.
2. Igual desfasamento de diagramas vectoriais (do secundário em relação ao
primário)
A condição fundamental para que os geradores possam trabalhar em paralelo, é que os terminais a juntar entre si se encontrem em todos os instantes ao mesmo potencial.
Já conhecemos a ligação em triângulo e em estrela, vejamos agora a ligação em Zig-Zag mas antes interpretemos as ligações e os diagramas vectoriais correspondentes.











3. Sequência ou sentido de rotação das fases de saída
Chama-se sequência de fases à ordem de rotação dos vectores. É a sucessão no tempo, dos máximos dos parâmetros eléctricos tensão ou intensidade, nas três fases de um sistema, correspondendo-lhe um sentido de rotação do diagrama vectorial.
Os geradores cuja sequência de fases seja oposta (ou seja: os respectivos diagramas vectoriais têm um sentido de rotação inverso), não se podem ligar em paralelo. De facto, num determinado instante os vectores de tensão secundária vão coincidir mas, no instante seguinte os vectores começam a deslocar-se e aparecem diferenças de potencial entre as fases homólogas. Então, para se poderem pôr em paralelo, os geradores devem ter os respectivos diagramas vectoriais a rodar no mesmo sentido (ou a todo o instante sobreponíveis). Tudo depende das ligações internas na bobinagem do gerador ou transformador. Observemos um motor eléctrico trifásico, segundo a ordem de ligações às linhas ABC ou RST. Este é o sentido de rotação normal (indicado por uma seta na máquina – sentido dos ponteiros do relógio), se permutarmos duas fases a rotação será em sentido contrário. Se nós tivéssemos que ligar em paralelo dois geradores e não tivéssemos o instrumento adequado para comparar as respectivas sequências (sequencímetro de fases), poderíamos utilizar um motor assíncrono comum. Liga-se o motor na saída de ambos os geradores, exactamente da mesma forma, fazendo com que o motor rode em determinado sentido. Seguindo exactamente a ligação para o segundo gerador, as fases RST no motor estão ligadas em ambos os casos a UVW, na mesma correspondência. Se o motor girar em sentido contrário, as sequências são opostas e não se podem colocar os geradores em paralelo. Neste caso é necessário trocar dois
terminais quaisquer da saída, mas tendo em conta que a inversão do sentido de rotação (sequência) altera o desfasamento (índice) da xitação em relação ao potêncial quando os tipos de ligação dos enrolamentos X e P são distintos.

4. Igualdade de tensões de curto-circuito:
Quando vimos o circuito equivalente simplificado e reduzido ao primário, vimos que a tensão de curto-circuito serve entre outras coisas para determinar a impedância da máquina, já que ZCC = UCC / In
Onde:
Rcc = Resistência total referida ao primário do induzido de xitação
Xcc = Reactância total referida ao primário das inductoras. 

ZCC = UCC/ In =Impedância “longitudinal”da máquina.
A In e a UCC figuram na placa de características da máquina, logo Zcc é um valor conhecido.
Dois geradores em paralelo em esquema unifilar comportam-se como duas impedâncias em paralelo em relação à carga. A corrente que o receptor solicita, distribui-se segundo os valores das impedâncias internas dos geradores, que se forem iguais, faz com que cada gerador contribua com a mesma potência de 100 KVA para a carga do receptor em exemplo:
Mas se forem distintas, passará mais corrente pela mais pequena, no exemplo (em baixo) será a que tem uCC = 2%, disparando as protecções (a) ficando apenas um gerador de 100 KVA a alimentar sozinho uma carga de 200 kVA, logo também disparam as protecções (b) ficando as duas máquinas fora de serviço. Quer dizer, temos suficiente potência instalada nos geradores para abastecer o receptor e não podemos alimentá-lo por que saltam as protecções devido à sobrecarga que sofre a máquina de menor impedância. Isto impõe logo uma condição para a colocação em paralelo, ou seja: é necessário que as tensões de curto-circuito sejam o mais parecido possível. Admite-se uma variação de até 10% de diferença.

5. Uma relação de potência compatível:
Condição intimamente ligada a anterior, dado que a máquina de maior
potência deve ser a de menor ucc%, para o paralelo funcionar melhor, uma vez que em caso de sobrecarga esta verificar-se-á na máquina que melhor a suporta – a de maior potência.
Uma regra prática é que a relação de potência não ultrapasse 1:3.
Quer dizer que se queremos alimentar 200 kVA poderemos pôr no limite em paralelo um gerador de 50kVA e outro de 150 kVA, e de modo que as ucc% não difiram em mais de 10% entre si.
  Para qualquer esclarecimento da alteração do sistema de xitação, pode me contactar para o email: ilidiomartinez@hotmail.com
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


05 FEV de 2011 em Pias
Festival de Inverno
Antigos Casões da UCP
Org.: Comissão de Festas de Pias 2011 e Tó Varela Produções
Apoios: Câmara Municipal de Serpa, Junta de Freguesia de Pias, Teatro Experimental de Pias e AVB Alumínio, Lda
A actuação de vários artistas: Micaela, Pedro Miguéis, Carlos Granito, Pedro Jonas, Dupla Face, Rubem Baião, entre muitos outros.

Contactos:
Rua Dos Descobrimentos nº´7, 7000-336 ÉVORA‎
Fernando Lopes _ Telm: 93 323 4105‎
José Carlos _ Telm: 96 585 8426
Ilidio Martinez _ Telm: 93 466 3778

"Som Evora aluguer de som e organização de espetaculos ..."
A sonorização deste evento, é dirigida pela empresa de som e luz profissional, "INFUSÃO DE SONS Lda", de Évora.
Uma empresa com cerca de três anos de existência, e que já conta com mais de 320 espetáculos.

Não Faltes, vais ser uma festa de arromba......






terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Chitãozinho & Xororó, 40 anos de carreira


José de Lima Sobrinho e Durval de Lima, ou simplesmente Chitãozinho & Xororó são dois irmãos naturais da cidade de Astorga, estado do Paraná, formam uma das mais reconhecidas duplas sertanejas do Brasil.
Não se sabe a data exata de gravação do primeiro disco de Chitãozinho e Xororó. O primeiro disco oficial foi "Galopeira" em 1970, mas o reconhecimento do grande público veio em 1982 com a canção "Fio de Cabelo" do disco Somos apaixonados, oitavo trabalho da dupla, que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e abriu as portas das rádios FM´s para a música sertaneja. Tudo na vida da dupla passou a ser separado como antes e depois dessa canção.
Chitãozinho & Xororó, em 1986 começaram a apresentar aos domingos o programa de TV "Chitãozinho e Xororó Especial" no SBT, no qual cantavam e recebiam convidados.
No mesmo ano participaram na Rede Globo do especial do Roberto Carlos cantando junto com o Rei da canção "De coração pra coração".
Gravaram em 1993 a canção "Words" com os Bee Gees para o disco Tudo por Amor lançado em português e espanhol. Além de "Words" o disco tinha a canção "Guadalupe" que fez parte da trilha da novela de mesmo nome transmitida pela Telemundo. O sucesso desse trabalho foi tão grande que a dupla conquistou em junho daquele ano o primeiro lugar do "Hot Latin Singles" na parada norte-americana da revista Billboard, só Roberto Carlos tinha conseguido essa marca em 1989.
No ano de 1995 encabeçaram o evento Amigos, um show com as três maiores duplas sertanejas do Brasil que contava com Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, e eles, Chitãozinho e Xororó. O show foi em São Caetano do Sul, no qual estiveram mais de 100 mil pessoas.

"No rancho fundo"


Durante o ano de 1999 apresentaram na TV Globo o programa "Amigos e Amigos" um Especial em Homenagem a Leandro com Zezé Di Camargo, Luciano e Leonardo.
Em 2000 completaram 30 anos de carreira e a marca de 30 milhões de discos vendidos.
A dupla apresentou em 2004 na TV Record o programa Raízes do Campo, que era um show gravado numa casa de espetáculo, com convidados e a famosa Roda de Viola gravada na chácara de Chitãozinho no interior de São Paulo. O programa ficou no ar até maio de 2005.

Em 2005 a dupla foi homenageada no Carnaval de São Paulo pela escola X-9 Paulistana com o enredo "Nascidos pra cantar e também sambar", o resultado foi um merecido 2º lugar para a escola.
Em 2006 gravaram uma guarânia com o considerado Rei da música brasileira Roberto Carlos, a música se chamava "Arrasta uma Cadeira" e foi sucesso nacional, e fez com que eles fossem mais uma vez no Especial do Rei.
Em 2008, Chitãozinho e Xororó participaram do programa Estúdio Coca-Cola Zero com a banda de pop-rock Fresno. Ambos ainda se apresentaram no Show da Virada, da Rede Globo, exibido no dia 31 de Dezembro.
Em 2008, Chitãozinho e Xororó participaram do programa Estúdio Coca-Cola Zero com a banda de pop-rock Fresno. Ambos ainda se apresentaram no Show da Virada, da Rede Globo, exibido no dia 31 de Dezembro.

Foi desta forma que Chitãozinho descreveu ao R7 a reunião de astros da música sertaneja na noite de terça feira(28), no Via Funchal, em São Paulo, para cantar os grandes sucessos dos 40 anos da dupla Chitãozinho & Xororó.
O show fez parte da gravação de um DVD comemorativo.
Roberta Miranda, Victor e Leo, Zezé Di Camargo e Luciano, Daniel, Sérgio Reis, Leonardo e muitos outros foram os escalados para relembrar os clássicos dos sertanejos.

Já nos bastidores, era possível sentir a forte emoção dos cantores. Não foi apenas um simples encontro musical, mas uma reunião de pessoas que têm histórias em comum e que construíram amizade ao longo de suas carreiras.
Zezé Di Camargo resumiu o sentimento em poucas palavras.

- Sou amigo e fã desses dois. Que privilégio estar aqui!

Um dos integrantes da velha guarda da música sertaneja, Sérgio Reis recordou que conhecia os dois antes deles serem Chitãozinho & Xororó. Segundo o cantor, a dupla chegou a abrir alguns de seus shows antigamente.
Já Daniel fez questão de afirmar que o encontro desta terça foi um dia de graça para todos os artistas presentes, pois acabou sendo uma oportunidade que eles tiveram de se reunir, algo que, segundo ele, é muito difícil por conta das viagens de cada um.
Show recheado de sucessos e emoção

Foi nesta atmosfera saudosa que a dupla Chitãozinho e Xororó abriu o show cantando Nascemos Para Cantar. Logo depois, foi a vez de a única mulher da noite, Roberta Miranda, dividir o palco com os cantores. Juntos, eles colocaram voz no clássico Brincar de Ser Feliz.
Após Coração Sertanejo, interpretada por Sérgio Reis, subiu ao palco a dupla Milionário & José Rico, que tirou a plateia do chão e colocou todo mundo para dançar com 60 Dias Apaixonado.
Daniel interpretou uma das músicas mais importantes da carreira de Chitãozinho e Xororó, No Rancho Fundo (de Ary Barroso), e conseguiu deixar alguns fãs emocionados.

Apesar de ser uma das mais novas duplas sertanejas de toda a lista, Victor & Leo marcaram a noite. Eles encantaram a plateia ao cantar trechos em inglês da canção Ela Não Vai Mais Chorar, que Chitão & Xororó gravaram nos anos 90 em parceria com o americano Billy Ray Cyrus (o pai de Miley Cyrus-Hannah Montana).

Os mais aguardados pelo público foram deixados para o final. Zezé Di Camargo & Luciano arrancaram gritos enlouquecidos das mulheres com o clássico Alô e Leonardo colocou voz em Falando às Paredes.
Como não poderia deixar de ser, Daniel, Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano e Chitãozinho & Xororó cantaram juntos o grande sucesso dos 40 anos de carreira dos astros do show, Fio de Cabelo. Logo depois veio outro hit da dupla, Planeta Azul, em que todos os cantores se apresentaram juntos.
DVD comemorativo

O show realizado 29 de Setembro de 2010, foi gravado para um dos três DVDs comemorativos dos 40 anos de carreira da dupla.
O primeiro deles foi gravado no fim do mês de julho, em uma apresentação com a participação da nova geração da música sertaneja, como Maria Cecília & Rodolfo, Luan Santana, Fernando e Sorocaba e outros.
Já o terceiro DVD, a dupla pretende fazê-lo no ano que vem. Segundo os artistas, serão convidados artistas de vários estilos musicais.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"GRUPOS DE BAILE DO ALANDROAL DOS ANOS 70 À ACTUALIDADE"


“Grande Gala Musical”



 Gala musical nas pirâmides de São Pedro, dia 5 de Fevereiro com os grupos musicais desde a era dos anos 70 até hoje.
ORBITNIK, BASS II, DOMINUS, 5 DO RITMO, quatro grupos musicais que ficaram marcados dos bailes de antigamente.
Estes grupos eram compostos pelos seguintes elementos:
Fernando (Bateria), João Pua (Viola Ritmo), Pua (Viola Baixo), Paixão (Viola Sol), Pacheco (Viola Solo e Ritmo) e “Manel Cónho” nos teclados, pena que ela já não tenha esse teclado “CRUMAR”, uma imitação do HAMOND.
Mas é uma pena não poderem estarem todos os grupos musicais que existiram desde a decada de 70 até aos dias de hoje, onde também existiu um conjunto mais antigo que era o BASS.
Pois o Município poderia dar uma ajuda para que isso se concretiza-se, uma vez que o actual executivo quer dar voz às bandas do conselho então era uma boa oportunidade, se que já houve varias conversas entre vários elementos, mas nada se tinha concretizado ainda.
Numa festa de Setembro poderia o Municipio acrescentar no cartaz, um festival de conjuntos musicais, que foi fruto da nossa Terra e que levou o nome do Alandroal por este país fora e no estrangeiro.
Temos ainda além destes conjuntos musicais excelentes que vão actuar nas Pirâmides, os seguintes conjuntos musicais que passaram pelo nosso Alandroal:

NOVO HORIZONTE foi constituído nos anos 70 pelo, “Manel Cónho” (Teclado e Voz),Marco assi (Sintitizadores), José Carlos Martinez (Viola Solo/Ritmo e Voz), João Pua (Viola Ritmo e Voz), Hélder Transmontano (Viola Baixo e Coros), José colunas Pai (Sax eletrónico e Coros) e José colunas “filho” (Bateria).

STATUS BAND foi constituído nos anos 80 pelo, Marco Assis (Cintitizadores), Quim Bento (Teclas e Voz), José Carlos Martinez (Viola Solo/Ritmo e Voz, Ilídio Martinez (Viola Baixo e Coros), Rui Martinez (Bateria).

SEQUÊNCIA MUSICAL foi constituído nos anos 80 pelo, Jorge Gomes (Teclas), José Carlos Martinez (Viola Solo/Ritmo e Voz), Ludjero (Viola Ritmo e Coros), Ilídio Martinez (Bateria e percussão), Victor Romeu (Voz e Coros) e Gibé (Viola Baixo) mais tarde foi subtituido pelo José Manuel Roque (Viola Baixo).
Tabém faziam parte de vários bailes um trio de vozes do Rosário, O TRIO COQUELUCHE, que era formado pelas lindas vozes, Zélia Santos, Júlia Mira e Mónica Patrão.

HOBBY foi constituído nos anos 90 pelo, José Carlos Martinez (Viola Solo/Ritmos e Voz), José Manuel Roque (Baixo e Coros), Ilídio Martinez (Bateria e Coros), António José (Teclas), Ricardo Gomes (Viola Ritmo/Solo) e Andreia Coelho (Voz e Coros).

NOVA ERA  foi constituído nos anos 80 pelo, Rui Martinez (Bateria e Voz), Zezinha (Vos e Coros), Nuno Roma (Viola Baixo), Ricardo Gomes (Viola Ritmo e Solo), Tachas (Teclas), António Valentim (Capau) técnico de som.

SOM 2000  foi constituído nos anos 90 por, Rui Martinez (Bateria e Voz), Ricardo Gomes (Viola solo e Ritmo), Camilo Oliveira (Viola Solo/Ritmo e Voz), Elso (Viola Baixo), Zézinha (Voz e Coros), António José (Teclas), Hedmundo (Percussão) e António Valentim, (Capau) técnico de som.

REFÚGIADOS  foi constituído nos anos 2000 por, José Potra (Baixo), António Serôdio (Viola e Voz), Hélio Tique (Trompete), Lúcia Roma (Voz eCoros), Felipe Galvão (Bateria) e Lúcia Bento (Voz e Coros).
Peço desculpas se me esqueci de algum elemento.

GRUPO POP ROCK MEDUSA,  foi uma banda de inéditos da Vila do Alandroal, criada em 1995, onde a primeira gravação foi Pontinha nos estúdios da Fidelsom, onde os elementos fundadores eram:
José Manuel Roque (Baixo e Coros), Ricardo Gomes (Viola Solo e Ritmo), José Carlos Martinez (Voz e Viola Ritmo) e Ilídio Martinez (Bateria e Coros), onde nessa gravação teve um convidado especial, o José Manuel Paixão.

Em 1997, os Medusa gravaram o 2º CD com os elementos fundadores da banda e alguns coros convidados, poderão ver os videos das gravações nos estúdios, neste blog numas paginas mais a baixo.
Neste momento resta um único conjunto musical, os 5 do Ritmo, espero que continuem por muitos e longos anos, pois para não se perder as raízes da nossa terra.
Um dia, quem sabe nós nos venha-mos a juntar para fazer uma mega Gala, para que todas as pessoas possam ver como se tocava naquela altura.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Banda Nazareth


As origens do Nazareth remontam a 1961, ano em que Pete Agnew fundou o "The Shadettes". A primeira formação deste grupo foi: Pete Agnew (guitarra e vocal), Brian 'Pye' Brady (guitarra), Alfie Murray (guitarra), Alan Fraser (bateria) e Bobby Spence (baixo).
O grupo ganhou consistência, nos anos de 1964 e 1965, com a chegada de Darrel Sweet e Dan McCafferty. Em 1968, dois acontecimentos muito importantes na história da banda: o ingresso do lendário guitarrista Manny Charlton e a mudança do nome para Nazareth.
Até então o grupo limitava-se a fazer covers; porém, com Manny integrado ao grupo, os escoceses passaram a compor material próprio.
Após a mudança para Londres, lançaram seu primeiro disco, chamado Nazareth, em 1971.
Em 1972 chamaram a atenção no mundo da música com o seu segundo álbum - Exercises -, o trabalho mais leve já realizado pela banda.

Um período difícil
Nos anos 80, o sucesso da banda já não era mais o mesmo, mas eles continuaram na estrada, procurando novos caminhos para o grupo.
O álbum "2XS", de 1982, trouxe as faixas "Love Leads To Madness" e "Dream On", que marcaram o retorno do Nazareth às rádios do mundo inteiro. A primeira delas, inclusive, foi um grande sucesso da trilha sonora da novela global "Sol de Verão".
Porém, nos dois álbuns seguintes (Sound Elixir e The Catch), a banda recebeu fortes críticas, sendo acusada de deixar um pouco de lado o rock and roll e se dedicar a um som mais pop. A balada "Where Are You Now?" foi o único hit deste período conturbado.
Billy saiu da banda em 1983 e o Nazareth voltou, assim, ao seu quarteto original.
O álbum Cinema (1986) trouxe de volta ao repertório da banda o seu rock competente, mas isso não foi suficiente para resgatar o grande sucesso dos anos 70.
Em 1990 foi a vez de Manny Charlton deixar a banda, para dedicar-se à carreira de produtor. Com isto, Billy Rankin foi chamado novamente, desta vez com a difícil tarefa de substituir um mito.


O início da recuperação
Muitos pensaram que a saída de Manny colocaria um ponto final na carreira do Nazareth, mas o amor ao rock levou os escoceses a continuarem na estrada. Billy, por sua vez, mostrou-se à altura do cargo.
No ano de 1992, o álbum No Jive foi muito bem recebido e devolveu ao Nazareth parte do prestígio que havia sido abalado nos anos 80.
Em dezembro de 1994, Billy deixou o Nazareth pela segunda vez e Jimmy Murrison foi escolhido como substituto.
Em 1995, a banda teve o ingresso, como tecladista, do experiente músico Ronnie Leahy.
No ano de 1999 surge o álbum Boogaloo, pouco divulgado, mas certamente um dos melhores álbuns já lançados pela banda.
Ainda em 99, mais precisamente em 30 de abril daquele ano, o inesperado: o baterista Darrel Sweet falece, vítima de um fulminante ataque cardíaco, minutos antes de um show que a banda realizaria nos Estados Unidos, na primeira parte da turnê de divulgação deste novo trabalho.
Após uma pequena pausa de alguns meses para absorver o duro golpe pela morte do amigo, os veteranos escoceses encontraram forças para voltar à estrada.
Pete chamou seu filho Lee Agnew, que era roadie da bateria de Darrel, para substituí-lo: o Nazareth estava de volta para continuar a turnê do álbum Boogaloo.

"The Newz", o novo álbum
A longa carreira do Nazareth, ao que parece, não acabará tão cedo: após realizar incansáveis turnês ao redor do mundo, o grupo fez uma breve pausa nas apresentações e gravou, durante o mês de setembro de 2007, um novo CD de inéditas, lançado no Brasil no mês de junho de 2008. As gravações foram realizadas no lendário Powerplaystudio, em Zurique, na Suíça.
O novo álbum de estúdio do Nazareth, intitulado "The Newz", é o 21º da carreira da banda e conta com 13 faixas inéditas: Goin' Loco, Day At The Beach, Liar, See Me, Enough Love, Warning, Mean Streets, Road Trip, Gloria, Keep On Travellin', Loggin' On, The Gathering e Dying Breed, além da "hidden track" Goblin King. "The Newz" foi produzido pelo jovem talento Yann Rouiller e é o primeiro álbum de inéditas do Nazareth desde Boogaloo, lançado em 1998.
Todo o processo de gravação do novo CD foi filmado e resultará no lançamento de um DVD histórico, mostrando todos detalhes dos ensaios e dos ajustes finais das novas músicas do Nazareth.






sábado, 15 de janeiro de 2011

Se não tivesses ido, musica de grande sucesso, será plágio?

Bruno e Marrone iniciaram suas carreiras na cidade de Goiânia (GO). Em 1993, ganharam notoriedade nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
Em 1994, Bruno & Marrone gravam o primeiro LP (posteriormente relançado em CD), produzido por Felipe, da dupla Felipe & Falcão, trazendo em seu repertório canções como Dormi na Praça, É Nisso Que Dá e Como Ficar Sem Você.
Mas foi em 2000 que a dupla passou a figurar nas grandes metrópoles, como revelação no mercado fonográfico. A partir daí, o talento de Bruno e Marrone passou a ser conhecido nacionalmente.
O estilo inconfundível, qualidade vocal e diferenciado repertório, sempre estiveram coerentes com a linha de trabalho da dupla. Popular,
carismática, com grande aceitação do público feminino e masculino, de todas as classes sócio-econômicas e faixas etárias.
Com 15 álbuns gravados e 5 DVDs, mais de 10 milhões de cópias vendidas e mais de 150 shows anuais feitos em todas as regiões brasileiras, Bruno e Marrone se consagraram como os principais artistas populares do país. São recordistas de público em uma só apresentação (120 mil pessoas em Brasília).
Ganhadores do primeiro DVD de ouro entregue no Brasil, do prêmio Grammy Latino de 2002 na categoria “Melhor Álbum Sertanejo” e do prêmio Crowley de “Música Mais Executada no País”.

Musica de grande sucesso "Se não tivesses ido"
Letra e Musica de: Marco António Sólis Sosa
Interpertado por: Bruno e Marrone


Banda Mexicana "Maná".
Em 29 de abril de 2008 Maná lançou um CD - DVD chamado Burn céu. Foi gravado ao vivo em sua última turnê "Amar es combatir", que testemunhou mais de 2 milhões de pessoas na América e na Europa. O grupo escolheu para gravar o álbum dois de seus quatro apresentações no Coliseo de Puerto Rico, em março de 2007.


O CD contém 12 faixas ao vivo e duas gravações inéditas de estúdio. A primeira dessas novas canções é "Se você não tivesse ido", uma canção de Marco Antonio Solis e versionado por outros artistas, mas que Maná conseguiu colocar sua marca única. O segundo CD é previamente faixa inédita "Arde el Cielo", uma canção escrita e produzida por Fher Olvera Gonzalez e Alex.
O DVD contém 12 faixas ao vivo que conta e rever a história de Mana, de "Coçar a Sol" para "Compartilhado Lips", para uma versão rocker da ranchera "El Rey" e canções famosas como "Na primavera San Blas "e" Vivir sin Aire ".
O grupo, em entrevistas à mídia de origem latina, indica que quando a turnê agendada e vi o impacto que tive foi quando decidi fazer este CD + DVD de presente e lembrança para todos os fãs.
Atualmente, a banda mexicana está fazendo a gravação de seu novo álbum Drama e luz, que era esperado para estar pronto em 07 dezembro de 2010, mas seu lançamento foi adiado para fevereiro de 2011.

Musica "Si No hubieres Ido"

Letra e Musica de: Marco António Sólis Sosa
Interpertado por: Banda Mexicana "MANÁ".


Marco António Solis Sosa
A canção foi incluída pela primeira vez no álbum Sin El pelo cantor Marisela. The album was written and produced by Solís in 1985 . O álbum foi escrito e produzido por Solís, em 1985 . The song was released as a single and became very successful in Mexico . A canção foi lançada como um single e se tornou muito bem sucedido em México . The singer later included it on his live album Tu Dama de Hierro released on April 27, 1999 as a part of a medley with two other songs written by Solís: "Vete con Ella" and "No Puedo Olvidarlo". O cantor mais tarde incluiu em seu álbum ao vivo Tu Dama de Hierro lançado em 27 abril de 1999 como parte de um medley com duas canções escritas por outros Solís: "Vete con Ella" e "Não Olvidarlo Puedo". "No Puedo Olvidarlo" was re-recorded by Marco Antonio Solís as "No Puedo Olvidarla" and became a Top Ten hit in the Billboard Hot Latin Tracks in 2007 . "Não Olvidarlo Puedo" foi regravada por Marco Antonio Solís como "No Puedo Olvidarla" e se tornou um hit no Top Ten da Billboard Hot Latin Tracks em 2007 .
Aqui fica o original desta musica

Disfrutem desta moledia linda e da orquestra maravilhosa.

Musica "Si No hubieres Ido"
Letra e Musica de: Marco António Sólis Sosa
Interpertado por: Marco António Solis e sua orquestra".



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Banda mexicana "MANÁ"

Está concluída a masterização do novo disco da banda mexicana Maná. Com o título de Drama y Luz, o álbum tem previsão de lançamento para Fevereiro de 2011. Será o oitavo disco na carreira do Maná.
Os Maná não lançam nada de inédito desde 2006, quando chegaram ao topo das paradas latinas de música pop com Amar es combatir.
Maná é uma banda de pop rock mexicana fundada em 1980 em Guadalajara, inicialmente com o nome de "Green Hat". Alguns anos depois mudou para "Sombrero Verde" e posteriormente para "Maná".
Atualmente é uma das bandas de rock latino de maior sucesso. O penúltimo álbum chamado Amar es Combatir lançado mundialmente em 22 de Agosto de 2006. O primeiro single, "Labios Compartidos", lançado dia 10 de Julho de 2006 teve sucesso imediato nas rádios mexicanas atingindo o primeiro lugar após quatro dias do lançamento. Nos EUA a canção atingiu o primeiro lugar nas rádios pop latinas em pouco mais de uma semana do lançamento o que fez com que a música ficasse em primeiro lugar da parada Hot Latin Songs da revista Billboard. O segundo single fez sucesso parecido alcançando também a primeira posição na parada das rádios latinas dos EUA e em toda América Latina e Espanha.O último lançamento foi o álbum Arde del Cielo.

Aqui fica um grande sucesso dos Maná_Vivir Sin Aire.

A história de Maná começa no principio dos anos 80 período em que a banda lança dois álbuns Sombrero Verde e A Tiempo de Rock. Estes discos tiveram pouco sucesso e logo depois a banda mudou o nome para Maná, e gravaram um disco com o mesmo nome (1987) (gravaram o primeiro video, da música Robot). Depois lançaram Falta Amor (1990), disco que os trouxe reconhecimento na América Latina, com o primeiro grande sucesso Rayando El Sol, e outros sucessos como Buscándola e Perdido En Un Barco. Curiosidades: Neste mesmo disco, ouve a regravação da música No Me Mires Así, música que havia sido gravada originalmente no cd A Tiempo de Rock (quando a banda ainda tinha o nome de Sombrero Verde). Fher Olvera, vocalista da banda, convidou Alejandro Lora da banda El Tri para cantar um dueto com ele na música 'Falta Amor'.

Em 1992 Maná lança Donde Jugaran Los Niños. Neste disco integram Maná Vampiro e Ivan Gonzáles nos teclados, recebendo premios de vendas em quase todo o continente americano. Destaque para Oye mi amor, Como te deseo, Te Lloré Un Río e Vivir Sin Aire. Há no cd também alguns sucessos como Me Vale, Cachito e De Pies a Cabeza. Nas músicas Como Diablos e Huele a Tristeza, o vocalista Fher Olvera mostra suas habilidades na gaita, tocando em trechos das 2 músicas.
Outro grande sucesso com Zucchero_Eres mi religión

Dois anos depois, em 1994, é lançado Maná En Vivo, que mostra os melhores momentos da turnê promocional de Dónde Jugarán Los Niños. Nele, está a música El Rey, tocada em homenagem ao cantor mexicano José Alfredo Gimenez.

Em 1995 lançam Cuando Los Ángeles Lloran (em homenagem ao brasileiro Chico Mendes), com os sucessos, Como un perro enloquecido, Ana, Hundido En Un Rincón, Déjame Entrar (música que abriu maior parte ou todos os shows da turnê Amar Es Combatir) e No ha parado de llover. Também criam a Fundação Selva Negra, que se encarrega de proteger a ecologia das Américas. No cd também há uma música cujo nome é Selva Negra. Há também no cd músicas como Mis Ojos, El Reloj Cucu e Cuando Los Ángeles Lloran que obtiveram admiradores.

Em 1997 é lançado Sueños Liquidos, lançado em 26 países. En el muelle de San Blas, Hechicera y Clavado en un bar foram sucessos nas rádios. Como Dueles en Los Labios, Un Lobo Por Tu Amor e Robame el Alma também são músicas que ganharam fãs do CD. Em pouco tempo Maná ganha certificados de vendas em todos os países em que foi lançado, incluindo Espanha e Estados Unidos, onde o Maná tinha vendido até o momento 500 mil cópias.

Em 1999 gravam para a MTV o Acústico e em 2000 colaboram com Carlos Santana em seu álbum Supernatural, na música Corazón Espinado.

Depois de três anos Maná lança ao mercado Revolución de Amor. Este álbum teve como sucessos: "Angel de Amor", "Eres mi Religión" y "Mariposa Traicionera". O disco teve a colaboração de Carlos Santana e sua guitarra em "Justicia, Tierra y Libertad" e também com Ruben Blades em "Sabanas Frías". Por último, o destaque para Sergio Vallin Loera, que estreiou como vocalista cantando "Por que te vas?". No cd, Alex "El Animal" González é o vocalista das músicas Sin Tu Cariño, Fe e Nada Que Perder.

No final de 2003 lançam 3 compilações: Sol, Luna e Eclipse, que incluem os temas de maior sucesso e outras colaborações da banda, com a música inédita Té llevaré al cielo. 2004 foi um ano sabático para Maná.
Em 2004 saiu a venda o DVD chamado "Acceso Total", que inclui uma mistura de imagens de vários shows e bastidores.

Atualmente a banda de rock latino de maior sucesso. O penúltimo álbum chamado "Amar es Combatir" foi lançado mundialmente dia 22 de Agosto de 2006, e o primeiro single, Labios Compartidos, lançado dia 10 de Julho de 2006 teve sucesso imediato nas rádios mexicanas atingindo o primeiro lugar após quatro dias do lançamento. Nos EUA a canção atingiu o primeiro lugar nas rádios pop latinas em pouco mais de uma semana do lançamento e está subindo rapidamente na lista das mais tocadas das rádios latinas, ficando três semanas em primeiro lugar da Billboard Hot Latin Songs.

O Segundo Single "Bendita Tu Luz" assim como o primeiro single do último álbum da banda obteve grande exito nas rádios latinas dos EUA alcançando primeiro lugar da parada Hot Latin Songs da revista Billboard.

O terceiro single do álbum, lançado entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, é "Manda Una Señal", o video foi feito com imagens retiradas de um show nos EUA.

O quarto single, "Ojalá Pudiera Borrarte" foi lançado em junho de 2007 (durante a turnê) e filmado em um hotel da Argentina.

O penúltimo CD se caracteriza pela mistura de ritmos. Há algumas baladas românticas, há mistura de reggae, blues, cha cha cha, alguns ritmos latinos e rock.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tony Carreira_Plágios ou Calúnias???

SPA recebe denúncias de plágio contra Tony Carreira.



Música. As primeiras comparações surgiram na Internet. Mais tarde, a Sociedade Portuguesa de Autores começou a receber queixas de cooperadores. Pelo menos um 'publisher' está a analisar as canções do músico português

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) revelou ao DN ter recebido, desde o passado mês de Junho, diferentes denúncias relativas a possíveis situações de plágio concretizadas por Tony Carreira, um dos mais populares músicos portugueses da actualidade. A mesma fonte, da administração da SPA, afirma que estas indicações foram apresentadas por cooperantes daquela sociedade, ou seja, autores inscritos e com poderes de voto naquela entidade cooperativa.

As referências apresentadas como "plágio" dizem respeito a três temas assinados por Tony Carreira e Ricardo Landum, autor que acompanha o músico desde há muito: Depois de Ti (Mais Nada), Ai Destino, Ai Destino e Leva-me ao Céu. A SPA diz estar ao corrente da situação: "Ouvimos as canções e chegámos à conclusão que, sobretudo numa, estamos perante uma situação de aparente cópia sem autorização. A comprovar-se tecnicamente, trata-se de um plágio, uma situação grave com o tema Depois de Ti (Mais Nada), que está assinada por Tony Carreira e Ricardo".

A SPA faz referência a blogues como O Verdadeiro Tony (www.overdadeirotony.blogspot.com) e o Konga's Blog (kongas.vox.com), que comparam Depois de Ti (Mais Nada) (tema registada na SPA em 1999, incluído no álbum Dois Corações Sozinhos) com Después de Ti Qué?, popularizada pelo mexicano Christian Castro e assinada por Rudy Perez (canção incluída no álbum Lo Mejor de Mi, de 1997). "O que acontece, por vezes, é que uma ideia de uma canção é aproveitada por um outro compositor. Aqui estamos perante uma aparente cópia, que passa pela melodia e pela letra. Através da Internet isso é verificável", refere a SPA que acrescenta: "Não podemos desenvolver nenhuma acção. Para que isso suceda, tem que ser apresentada uma queixa por parte do autor ou do proprietário dos direitos de publishing".

Os direitos de autor e publishing de Rudy Perez pertencem ao grupo editorial Universal. Ou seja, qualquer autorização para utilização de uma obra assinada por este compositor tem que ser dada por esta entidade. Junto da Universal, o DN apurou que "estes rumores estão a ser avaliados". Para que um plágio seja de facto provado e considerado evidente, é necessário reunir uma série de condições. "É preciso recorrer à estrutura rítmica e melódica dos temas, envolve o estudo de peritos e maestros", afirma o grupo editorial. Qualquer acusação futura só será formalizada "se estiverem reunidas as condições para tal, se estivermos certos e as análises assim o indicarem". Contudo, qualquer decisão definitiva "não será, certamente, tomada em breve".

A fonte da Sociedade Portuguesa de Autores contactada pelo DN lembrou também que "nestes casos, é habitual que os publishers envolvidos requisitem toda a obra do artista em questão para uma análise mais profunda e completa." Nos casos em que o plágio é considerado, "os publishers não perdoam". A medida mais habitual é o pedido de uma "indemnização que corresponda à dimensão do artista em causa e que seja, de alguma forma, equivalente, às vendas e aos royalties recolhidos".|

Agora para descontrair com o nosso amigo Jaimão

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Medusa" - Grupo pop rock



Aqui fica alguns vídeos da gravação do 2º cd



Grupo pop rock MEDUSA, um grupo fundado em 1995 no Alandroal, com elementos do grupo  Sequência Musical, um grupo de baile que era constituído pelos seguintes elementos:
José Carlos Martinez - Voz e guitarra
Jorge Gomes - Teclas e vozes
Ludjero - Viola 
Ilidio Martinez - Bateria
Viola Baixo - José Manuel Roque
Técnico de som - Joaquim Valério

Num dia, estávamos num bar, Ilídio, Roque, José Carlos e Ricardo Gomes, (elemento do grupo Som 2000) e surgiu uma ideia do José Roque:
"Porque não fazer-mos uma banda com musicas inéditas?".
Os restantes elementos gostaram da ideia.
José Roque deita mãos ao à obra e escreve 16 temas.



Em 1996 depois de termos preparado o nosso disco no espaço de um ano, gravamos o primeiro cd nos estúdios Fidelsom, estúdios do Avô Cantigas em Alcabideche.
Um disco só para recordação, mas como tivemos vários espectáculos e o público assim o exigia, em Julho de 1997, pensamos em gravar um disco com mais perfeição e pronto a ser editado.
Com algum esforço financeiro e muito sacrifício, gravamos 10 temas num dos melhores estúdios do país, estúdio AM -Américo Monteiro (Emanuel).
Restam 6 temas no baú dos Medusa, quem sabe os Medusa não façam uma surpresa aos seus fãs depois de 14 anos de ausência venham a desvendar esse Enigma dos 6 temas perdidos no tempo?
Passados 13 anos foi encontrada a cassete da gravação do nosso cd, uma recordação que nunca irá morrer e que queremos partilhar com aqueles que nos admiram.
Espero que os Alandroalenses tenham orgulho deste projecto que é de todos nós, e que representa o nosso conselho do Alandroal.
Um projecto com pouca duração, mas feito com muita humildade  e sacrifício.
Esperamos que se sintam orgulhosos por verem e ouvirem esta recordação.

Aqui ficam os links para ouvirem alguns temas  já masterizados e prontos para a edição

Meio-homem


E aqui falámos um pouco do que se fazia à 14 anos atrás na vila do Alandroal.
Desfrutem e apreciem os vídeos e as musicas com muita atenção, pois as letras e os timbres das guitarras são de tocar no coração de quem gosta de musica e de grandes melodias.

Agradecimentos:
Ao José Manuel Roque pelo seu talento de escrever as letras e as músicas, ao Grupo Medusa pelos arranjos da melodia, ao Castanheira pela produção e masterização, ao Pedro Vaz pelos arranjos musicais,  ao Emanuel e sua secretária pelo apoio que nos deu no seu estúdio, ao Sr. Gomes (pai do guitarrista Ricardo Gomes) pelo apoio que nos deu ao longo de muitos anos, um homem a quem lhe devemos grandes favores, pois ele esteve sempre do nosso lado, aos fãs e aos que colaboraram e nos ajudaram para que este projecto fosse em frente.

Obrigado a todos que gostam da nossa banda

sábado, 9 de outubro de 2010

"Ar de Rock é um projecto de espectáculo e não de uma banda"

Fernando Cunha, ex-guitarrista e fundador dos Delfins, vai voltar aos palcos com um novo projecto.

Foi há cerca de um ano, no bar que Fernando Cunha tem em Cascais (Rock & Shots) numa festa a que chamaram ‘Os Amigos do Rock’, que contou com a maioria dos elementos que agora fazem parte do projecto. Foi uma espécie de ‘jam’ minimamente organizada, e correu tão bem que pensou em formar uma coisa mais a séria, montar um grande espectáculo com as canções emblemáticas da música portuguesa, que, no fundo, preenchesse de algum modo o vazio deixado pela Resistência e pelo Portugal a Cantar?’. E meteu na cabeça que havia de ser em 2010 e aí está o Ar de Rock. Pediu autorização ao Rui Veloso para usar o nome e ele acedeu de imediato.


Partilharam com a Resistência a concepção de super grupo, de uma banda que vai buscar elementos de vários formações e que tocam versões de temas seus e de outros. É um elo comum, assim como as canções, que é o que faz mexer tudo aquilo, o nosso património comum. Mas, a Resistência foi um desbravar terreno, nasceu numa conjuntura especial, em que havia uma postura militante dos seus elementos em fazer passar a palavra das suas canções que estavam esquecidas. Aqui não. A ideia é fazer uma celebração, com as canções e o público, fazer um grande espectáculo com uma grande qualidade em que são as canções que mandam. Com arranjos completamente distintos, alguns mais parecidos com os originais, outros em que os ‘assassinam’. É um espectáculo muito dinâmico, com momentos acústicos que podem fazer lembrar a Resistência – até porque vão incluir algumas canções – e outros bem diferentes. Uma das características do Ar de Rock é que permite variar o espectáculo e as canções também. Em Cascais, por exemplo, vão tocar mais uma ou duas dos Delfins, porque estão em Cascais, e se forem ao Porto  incluem outros, como os GNR, por exemplo.


Vão tocar 20 e tal canções e vão contar com alguns convidados, casos do Tim (Xutos), o Olavo Bilac (Santos & Pecadores), Miguel Gameiro (Pólo Norte), mais o Zé Manel (ex-Fingertips) e, excepcionalmente, um excelente naipe vocal feminino, com a Maria Leon (Ravel), e a Lara Afonso. E vão ter uma surpresa, mais um guitarrista muito bom, o Luís Arantes, que toca habitualmente com o João Pedro Pais.

Assim fica aqui mais uma informação do melhor que temos no nosso país
Não podemos deixar morrer estes talentos.

Clique para recodar os"Resistência"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sistema de alimentação de energia dos Rolling Stones em Copacabana

Dia 10 de Fevereiro de 2006 fomos 15 electricistas seleccionados para fazer parte da equipa técnica do show dos Rolling Stones em Copacabana, a selecção foi feita por entidades do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitectura) do Rio de Janeiro, como o meu registo de electricista de espectáculos e de media tensão estava registado no CREA  à mais de um ano, fui também seleccionado para fazer parte da equipa.



Geradores de 1000 KVA´s para fornecer o palco principal e torres de atraso


Geradores para fornecimento de energia para o palco principal e as torres de atraso.
Com canalizações subterrâneas directa de duas bombas de combustíveis,  foi muito dificil fazer essas mesas ligações, visto que uma das bombas estava do lado interior da avenida, os trabalhadores do municipio do Rio de Janeiro, fizeram valas para atravessar a avenida, os outros restantes geradores ficaram do lado da praia, onde era muito mais facil fazer valas em areia.



 O diesel que era fornecido aos geradores era Biodiesel, foi também pensado pelo IBAMA, para uma menor poluição.
As saidas do escapes foram também direccionadas para o lado do mar, para não atrapalhar a vigilância aérea da policia, nem das filmagens aéreas das televisões.
Um consumo de cerca de  3000 L/h de diesel eram consumidos por aqueles mostro da energia.





As novas tecnologias dos novos quadros de doidos

Uma central de leitura foi instalada nas traseiras do palco ao lado do pavilhão da TV Globo, para monitorizar os geradores, os consumos de combustível, de energia, a frequência, a voltagem, as RPM, as oscilações, etc....

A mesa de controlo era formada também por um sistema de GSM para poder-mos fazer também a leitura desde a última torre de atraso, para  não exceder os consumos maximos.
6 geradores de reserva, onde a programação da mesa de controlo fazia os arranques progressivos desde o arranque do primeiro gerador até ao último gerador.
                                               
 Em caso de falha de um gerador, a mesa de controlo fazia o arranque do gerador seguinte.

Existia também um quadro de condensadores para fazer a compensação da quebra de potencial.

Exemplo: ( se o consumo de uma potência nominal para o concerto for de 6700 Amp. por fase e se o factor de demanda for de 700 Amp. , sabemos que se 2 geradores falharem, vamso ter de compensar com os condensadores uma potencia nominal de 700 Amp.
A função dos condensadores é para compensar a queda de potencial até que os seguintes geradores arranquem e tomem a posição correta de fornecimento de energia.

  As traseiras do Palco dos Rolling Stones
 Passerela para a passagem dos músicos e técnicos, que atravessava a avenida principal, e entrava directamente numa porta do 4º andar do Hotel Copacabana Palace
   (Clique na imagem para ver a ligação ao Hotel)
     
 Montagem das Regi´s de som L e R no enquadramento das torres   de atraso ou de dillay.

   7 Torres de atraso por lado, de 500 em 500 metros

   Vista das oito torres com ecrãs gigantes
    (Clique na imagem para ver entrevista de televisão brasileira)
 O palco e o equipamento de som e luz vieram num Boeing 747-400 de Porto Rico, onde a banda tocau antes de chegar ao Brasil, no dia 11 de fevereiro. A etapa sul americana também inclui o Chile e o Uruguai, o México, volta aos Estados Unidos para quatro shows e, a seguir, Ásia, Oceania e Europa.

Na atual turnê, a banda tem 13 músicos. Os Rolling Stones são Mick Jagger (voz e guitarra), Keith Richards (voz, vocal e guitarra), Ron Wood (vocal e guitarra) e Charlie Watts (bateria). No apoio estão Bernard Fowler, Lisa Fischer e Blondie Chaplin (vocais), Darryl Jones (baixo), Chuck LeavellBobby Keys (saxofone), Tim Ries (saxofone), Michael Davis (trombone) e Kent Smith (trumpete).

Teclados),Entre as exigências da banda uma mesa de bilhar no camarim e um restaurante japonês alem do restaurante Marius exclusivo, além de 5 litros de leite de soja, água Perrier, 3 galoes de água destilada, 6 garrafas de Absolut, 2 garrafas de Jack Daniel's, 5 caixas de Corona, 24 garrafas de vinho branco e 24 garrafas de tinto.
O custo da passagem dos Rolling Stones pelo Rio foi de aproximadamente R$ 10 milhões. O promotor da turnê, em parceria com duas empresas de telefonia e a Prefeitura, não deu o valor exato, mas afirmou que a parte da Prefeitura, a única divulgada, foi de R$1.684.500 - valor correspondente a 16,67% do orçamento do show.

O show, transmitido ao vivo pela Rede Globo, foi gravado para um especial da emissora e para lançamento do DVD da turnê A Bigger Bang, que também terá material da equipe de filmagem do grupo, com oito câmeras.

Assim, os Rolling Stones se juntam ao grupo canadense Rush e ao britânico Iron Maiden em lançamentos live in Rio, ao vivo no Rio de Janeiro, aproveitando a aura que a cidade e o bairro têm no exterior. O show foi aberto pelo grupo AfroReggae e pelos Titãs.

A subsecretária especial de Eventos da Prefeitura, informou que o show dos Rolling Stones teve uma operação logística semelhante à do réveillon, com a interdição do bairro para carros particulares e a mobilização de todo o aparato da prefeitura e efetivo da polícia militar.

Os técnicos da banda estiveram anteriormente no Rio e fizeram todos os estudos de viabilidade para montar na areia o gigantesco palco, que ficou localizado entre as ruas Rua Fernando Mendes e Rua Rodolfo Dantas, com 27 metros de altura por 70 de largura e 30 de profundidade. Foram colocados 16 ecrãs gigantes e nove pares de caixas de delay com uma cobertura de som e imagem por 900 metros de areia (até a altura do Hotel Le Meridien), além do megatelão da própria banda, que no show utilizou uma língua inflável de 10 metros de comprimento e 443 pontos de luz e efeitos, o palco também tinha um prolongamento móvel de 60 metros para um pequeno palco de 10m por 9m onde tocaram algumas músicas.


Uma estimativa feita por entidades federais, de cerca de 2,5 milhões de pessoas 
    (Clique na imagem para ver o vídeo de uma musica)

Restaurante com cerca de 350 lugares, imitação de uma Nau Portuguesa do ano 1478, onde todas as equipas técnicas foram almoçar e jantar durante 11 dias

   (Clique na imagem para ver o restaurante em 3D)
    

terça-feira, 20 de julho de 2010



O álbum conceitual narra a vida de Pink, um astro da música marcado por traumas ocorridos durante a infância como a perda do pai, a super-protecção materna e a opressão sofrida na escola. Paranóico, abusando de drogas, com o casamento em crise e cansado do estrelato, ele se torna recluso e passa a construir um muro imaginário ao redor de si, se isolando do resto do mundo e mergulhando cada vez mais na sua própria mente, alienado de tudo que passa a seu redor – uma análise completa das letras do álbum, em inglês, podem ser conferida neste link.
A combinação de todas essas características – uso de drogas, loucura, alienação e opressão – faz com que o conceito do disco seja visto normalmente como uma combinação das experiências de Roger Waters e Syd Barrett, um dos fundadores do PINK FLOYD, afastado da banda devido ao uso de drogas e que já havia sido homenageado em “Wish You Were Here” (1975).
O final surpreendente – Pink se torna um ditador fascista e transforma suas apresentações em comícios, nos quais persegue tipos que lhe desagradam, sendo por fim levado a julgamento por sua própria mente e obrigado a destruir o muro que lhe isola do resto do mundo – contribuiu ainda mais para tornar a obra em um clássico da cultura pop, que gerou posteriormente um filme e uma peça da Broadway, além de um show simbólico em Berlim pouco depois da queda do muro em 1990 e diversas versões/regravações para músicas do álbum, em especial “Another Brick in the Wall, Part II”, maior sucesso comercial do disco.
Em virtude da comemoração de 30 anos de “The Wall”, o site dedicado ao Pink Floyd, Brain Damage, publicou uma série de artigos sobre o álbum, compilados aqui nessa matéria.


O surgimento da idéia
A versão mais divulgada dá conta de que a idéia inicial teria surgido após um incidente ocorrido durante a turnê do álbum “Animals” (1977), em um show realizado no estádio Olímpico de Montreal. Após um tumulto platéia, o baixista/vocalista Roger Waters cuspiu em um fã. Incomodado com o fato, o músico procurou ajuda médica. Nas conversas ele relatava o quanto se sentia mal tocando em grandes estádios – após o enorme sucesso de “The Dark Side of the Moon”, o Pink Floyd passou a se apresentar para platéias cada vez maiores. Waters mencionou o desejo que sentia de construir um muro ao redor de si para se isolar da audiência durante os shows. E o baixista não era o único. O vocalista/guitarrista David Gilmour também havia tido problemas com a platéia em um show da mesma turnê ao se recusar a tocar uma música durante um “bis” de uma apresentação.
As batalhas internas
A banda começou a trabalhar na obra um ano antes do lançamento. Com os outros membros ocupados com projetos paralelos ou descansando, Waters escreveu o novo material e apresentou uma demo com uma hora e meia de duração intitulada “Bricks in the Wall” aos demais músicos e à equipe técnica. Daí sairia o título definitivo do disco, “The Wall” – a outra sugestão de nome era “The Pros and Cons of Hitch Hiking”, abandonada posteriormente e que seria o título do primeiro álbum solo do baixista, lançado em 1984.
Desde o início, Waters tomou a frente do projeto, o que fez com que “The Wall” fosse associado muito mais a ele do que aos outros membros do Pink Floyd – basta lembrar o show idealizado por ele e realizado em Berlim, pouco depois da queda do muro que dividia as duas Alemanhas, que contou com a participação de várias artistas, entre eles os SCORPIONS.
O papel desempenhado por Waters em “The Wall” fez com que o álbum fosse visto por algumas pessoas como um trabalho praticamente solo do músico, apesar da participação de Gilmour na composição de músicas como “Young Lust”, “Run Like Hell” e “Confortably Numb” – as três se tornaram singles do disco, sendo que “Comfortably Numb” é uma das canções mais famosas da banda, sendo executada constantemente por Gilmour em suas apresentações solos.
Apesar da contribuição de Gilmour em “Comfortably Numb”, a gravação da música foi marcada por discordâncias entre o guitarrista, Waters e os produtores Bob Ezrin e James Guthrie. “Havia alguns pontos notáveis da disputa, o mais famoso deles dizia respeito a ‘Comfortably Numb’ e orquestração que seria incluída na música. David era contra, mas Roger e eu a fizemos. Negociamos com ele um bom tempo até que David concordasse. Mas acho que fizemos a escolha certa”, comenta Ezrin. “Suponho que teria sido bom tê-los tocando juntos como uma banda. Mas eles não tinham mais esse tipo de espírito àquela altura”, analisa Guthrie, que também atuou como engenheiro de som do álbum.
Na verdade, o controle de Waters sobre o processo de composição das músicas e definição dos conceitos dos álbuns do Pink Floyd, foi uma tendência que surgiu de forma tímida em “Wish You Were Here” (1975), ganhou corpo em “Animals” (1977) e se consolidou em “The Wall”, radicalizando-se posteriormente em “The Final Cut” (1983), esse sim um trabalho solo de Waters que teve o Pink Floyd (!) como banda de apoio.
O fato é que em “The Wall”, o PINK FLOYD não trabalhou em conjunto como, por exemplo, havia acontecido no célebre “The Dark Side of the Moon”. As desavenças internas durante a gravação de “The Wall” fizeram com que o tecladista Rick Wright fosse demitido da banda – no entanto ele prosseguiu com PINK FLOYD, só que como músico contratado. O tecladista no início faria parte da equipe de produção, mas acabou “rebaixado”, devido a discordâncias entre ele e Waters. O baixista via com ressalvas o que ele classificava como “pouco empenho” de Wright em terminar as gravações. De acordo com informações divulgadas posteriormente, o tecladista passava por um momento delicado marcado pelo uso de drogas, problemas conjugais e depressão.
“A maioria das disputas pessoais foram resolvidas antes de ‘The Wall’” diz Guthrie. “Wright sentia que estava se tornando cada vez mais distante de Waters. Ele estava inseguro sobre o seu papel na banda e com razão. Waters tinha sido muito duro com ele”, testemunha Ezrin.
Além da relação conturbada entre os próprios membros da banda, a gravação de “The Wall” também foi marcada pela delicada situação financeira do Pink Floyd. O executivo da banda Norton Warburg – que possuía um grupo de consultoria financeira de mesmo nome – responsável, entre outras coisas por arrecadar e planejar as finanças do Pink Floyd, consumiu quase todo o dinheiro da banda em investimentos de risco, deixando o Pink Floyd quase falido. Para fugir dos altos impostos britânicos, a banda resolveu então iniciar as gravações na França, em uma área ao redor da cidade de Nice.
Ezrin & Guthrie
Procurando por um “um jovem engenheiro talentoso, que poderia trazer uma abordagem diferente ao som da banda”, conforme relata o baterista Nick Manson no livro “Inside Out”, o Pink Floyd recebeu como sugestão de Alan Parsons – que havia trabalhado ao lado do Pink Floyd em “The Dark Side of the Moon” – o nome de Guthrie, que tinha no currículo participações em álbuns de bandas como Heatwave, The Movies e Judas Priest.
Mas apesar da fama do quarteto floydiano na época, Guthrie conhecia a banda mais pelo nome do que pela música propriamente dita, já que a referência que ele tinha do Pink Floyd remetia aos primórdios da banda “Eu nunca tinham assistido a um show deles”, explica. “Mas estava familiarizado com a música ‘See Emily Play’, ela me influenciou bastante quando a ouvi pela primeira vez. Acho que eu tinha 13 anos” comenta.
Após receber a demo das mãos de Waters, Guthrie começou a participar ativamente do processo de produção de “The Wall”, principalmente na organização do material e das idéias envolvendo o disco. “Roger tinha escrito material suficiente para três discos, assim começamos fazendo os arranjos e gravando as músicas por completo. Dessa forma, poderíamos começar a dar forma à história. Trabalhar em um álbum conceitual assemelha-se a fazer um filme. É muito importante como você vai contar a história”, compara. Depois de participar da produção, Guthrie caiu na estrada com a banda, trabalhando na equipe de som do Pink Floyd na turnê de “The Wall” – ele é o engenheiro de som responsável por “Is There Anybody Out There, The Wall Live 1980/81”.
“James, infinitamente paciente, apresentava um ponto de equilíbrio em relação ao estilo extremamente energético, e muitas vezes irascível, de Bob Ezrin”, testemunha Manson. O nome de Ezrin também é importante para entender o sucesso de “The Wall”, principalmente do ponto de vista comercial. “Embora nós mesmos tivéssemos produzido ‘Dark Side’ e ‘Wish You Were Here’, Roger tinha decidido utilizar Bob como produtor e colaborador. Na época, ele era conhecido por trabalhar em uma série de álbuns de Alice Cooper e Lou Reed”, comenta o baterista.
Ezrin é considerado um dos responsáveis pelo retorno do Pink Floyd à prática de lançar singles, algo que nunca agradou muito à banda. O primeiro deles foi o mega-hit “Another Birck in the Wall, Part II”. “Eu insisti porque sabia que era uma canção de sucesso inegável”, comenta Ezrin. “A banda não estava interessada em singles, mas eu estava determinado a lançar pelo menos um. Eles só gravaram um verso e um coro e se recusaram a tocar mais. Copiei os trechos e criei um segundo verso com refrão, acrescentando pequenos detalhes. Foi obviamente uma fórmula vencedora”, afirma.

Problemas com a abertura de shows em Los Angeles não se limitavam ao incidente de fogo lendária. Guthrie arrepios na espinha ao lembrar de receber um lote inteiro de woofers defeituoso Altec 15 polegadas, o que implicou a substituição rápida de Gauss drivers de 15 polegadas. No entanto, tais recordações pálida insignificância quando re-avaliar o que foi sem dúvida o mais potente sistema de som do seu tempo. Comprado por Britannia linha especial para "The Wall, além de um novo sistema quad Martin, foi o Altec novo" Stanley Screamer "sistema de redes voado desenhado por Stan Miller, que foi apelidado de Floresta do vôo devido à sua variedade de tamanhos diferentes constante direccionalidade cornos. Aqueles sorte de ter testemunhado algum destes espectáculos mágicos vão lembrar o Sensurround incrível experiência de ter queima vibrações registrar baixa a sua coluna vertebral. O afluxo de Sensurround filmes nos anos 70, como "terremoto", havia inspirado Guthrie sugerir aumentar o PA com um sistema que reforce os efeitos sonoros do show.

Bem como a colocação de cada lado do palco debaixo do PA, uma mistura de 16 Gauss-carregado Altec 2 x 18 polegadas e subs (na Europa) uma quantidade não especificada de 2 x 15 polegadas Tribunal DLB-1200 armários foram posicionados em bloqueia todos os lugares a maneira em torno do perímetro da arena. Os armários foram utilizados em conjunto com um sintetizador de sub-sônico para ultra baixo sub-graves em vários pontos-chave durante o show, como o zumbido do helicóptero em "The Happiest Days of Our Lives" e do clímax quando o muro veio abaixo . Guthrie diz: "Foi quando eu empurrei o fader até na marca em que tinha-mos ensaiado, começou a tremer junto com o som, parecia o terremoto, deu vontade de chorar de alegria.


Palco
A produção que envolveu mais de 900 pessoas, apresentando-se em um palco medindo 188m de comprimento 35m de altura por 80m de fundo. Duas gruas, uma telescópia e uma bitelescópia com 85m de altura, onde se suspendiam os guindastos para suporte dos elevadores e do Porco movel com ar comprimido.Outra das gruas seguravam os dois braços do PA voado a uma altura de 35m de altura, com 79 topos por lado do LINE-ARRAY ELECTRO-VOICE Xls-108x2, 150 Graves de 22" voados, e 128 Sub-Graves de 18" espalhados pela frente do palco e torres de atraso, com uma potência nominal total de 278 000 Watts de som RMS e uma pressão acústica de 130db's.









216 topos da Electro-Voice Xls-128, topos esses que são atacados por 280 Amplificadores Crest Audium de 5200W e de 9200W.
150 Amplificadores no dia do espectáculo entraram em curto-circuito e se auto-destruiram, por uma falha de frequência na alimentação de energia, mas passados 2 horas o problema estava resolvido, as equipas técnicas resolveram o problema com alteração de ligação se série para paralelo.






Iluminação
1240 Robot's Spots, 850 Wachs, 28 City-Pinter, 12 Fallow-Spots, 130 Moving-Heads, etc..... com uma potência de luz de 1 350 000 W (Reactiva).
3 mesas mesas Midas Pro-Light xl 8 .
Um público estimado em 280 mil pessoas.
Para se conseguirem que o publico distante ouvi-sem o mesmo som e a mesma qualidade das músicas, a a produção dee som espalhou torres de som pelo local d publico, em intervalos regulares. Elas são chamadas torres de delay (atraso em inglês), porque reproduzem o som com alguns milissegundos de atraso em relação ao palco, colocaram trez torres de atraso, a primeira a 100 metros do palco, a segunda a 180 metros e a última a 278m. O atraso é necessário porque o som leva tempo para viajar pelo ar, na velocidade de 340 metros por segundo, mas por dentro dos fios chega às colunas de som quase instantaneamente. Quem fica ao lado da torre ouve primeiro a música que vem dali, e menos de um segundo depois o som que vem das colunas ao lado do palco, mas com os estabilizadores de Corte-Gate's, eles conseguiram um som exelente sem que se nota-se algum atraso.


120 elementos para a construção e demolição de um muro de 2.500 blocos de Esferovite branco sujo, simbolizando a queda do Muro de Berlim.




CONSTRUIR AS BASES
Nada menos do que um maciço, e previamente desconhecidos, 106 canais de entrada un automático (não incluindo o eco retorna) foram colocados sob a jurisdição de Guthrie em frente de casa. Felizmente, sua vida foi facilitada pelo alistando a ajuda de engenheiros assistente Rick Hart, do álbum mistura sessões no Workshop do produtor em Los Angeles, e Greg Walsh. "Havia realmente quatro kits, porque Nick Mason e Willie Wilson cada um tinha um kit em duas etapas, sendo utilizada uma quantidade colossal de microfones. E porque Roger e Andy Bown baixo tanto jogado, tinha de haver duas sondas de baixo de cada fase (duas sondas Altec para a frente do palco e dois Fase Linear amplificado plataformas Martin na traseira). Portanto, apenas concentrando-se o saldo da música foi o suficiente para eu pensar ", lembra Guthrie.

Mais uma vez no centro do processo de mistura foi o famoso UV-lit Midas placa personalizada com 40 canais da sua secção do quadrilátero central. A placa principal, no entanto, sofreu obras de reparação significativa entre os 1980 e 1981 "Wall" mostra depois de ser danificado num incêndio no Alexandra Palace. Apesar da abundância de facilidades oferecidas pela Midas para o "In The Flesh Tour", que não poderia lidar sozinho com o "The Wall" 's demandas de canais, nem mesmo com a adição de um trecho de 24 canais. Williams lembra que "temos mantido apenas patch em unidades trecho de 10 canais, ad infinitum!

Para simplificar a complexa mistura, Guthrie concebeu um plano que Hart iria cuidar do lado esquerdo da mesa e Walsh, à direita, enquanto a maioria se preocupava com os sub-grupos no meio. Esta fórmula de engenharia triunvirato desde então se tornou uma norma Floyd.


"Eles me alimentaria o que estava tocando no momento. Se Dave tocava guitarra, eles teriam se certificar de que todos os seus microfones a guitarra elétrica foi silenciado, a única coisa que foi sendo alimentada a acústica. Eu tinha um par de faders que eram simplesmente para guitarras de Dave e eu poderia equilibrá-los em conformidade. "Se eu quisesse alterar o equilíbrio entre microfones, eu só poderia chegar a mais e fazer o que, em seguida, retornar para o meu equilíbrio normal. O mesmo regime foi acompanhada por teclados. Rick Hart Foi também o vôo quad, para efeitos diferentes quando necessário para voar ao redor da sala, ele estava operando a joysticks. Greg, entretanto, estava correndo o eco gira. "

Adicionado ao racks laterais utilizado para o "In The Flesh" tour foram vários itens retirados Britannia Row Studios, a pedido específico de Guthrie. "Acabei de adicionar todas as coisas que eu gostava de usar no estúdio", diz ele. "Tivemos Urei 1176 e limitadores de dbx, Eventide harmonisers, Publison DDLs, e equalizador, eu usei K & H equalizadores paramétricos. Na verdade, praticamente esvaziou Brit Row e tudo preso em turnê racks." Isso também seguido através do inventário do microfone. Para os tambores, a escolha Guthrie incluíram um AKG D12 no chutes, e 202s e 421s em toms, enquanto os microfones Shure vocal foram ambos M57s e 58s. Um dos microfones de primeira qualidade, rádio, Nady, também foi usado por Waters como ele vagou o palco para uma grande parte do jogo.

Surpreendente para alguém de seu passado, Guthrie emprestado muito do seu portfolio de técnicas de estúdio para os shows ao vivo e começou a trabalhar com a mistura na frente da casa só quando ele ea banda estavam satisfeitos com o som no palco. "É a minha prática normal no estúdio para começar a direita do som na área de jogo e depois ver o que posso fazer para melhorá-la sobre a mesa, e fiquei satisfeito ao descobrir que ele também trabalhou bem viver". Ele ainda manifestou o PA da mesma forma que ele expressou monitores de estúdio, e para este fim, ele levou com ele a cada local um Revox e uma fita de um quarto de polegada de "Comfortably Numb" para jogar com o equipamento em níveis elevados, enquanto ouvia ao redor da arena e correu de volta para a zona de mistura para fazer ajustes na parte gráfica.

As técnicas de subtração de equalização para o qual ele ganhou a reputação de sua carreira de estúdio também foram aprovadas para os shows. Ele diz: "Quando você está lidando com sistemas de PA, que tendem a grito com você e ser um pouco desagradável, é sempre uma boa jogada de começar por pôr em marcha acima do volume e subtraindo o que você não quer ouvir em termos de frequências . É sempre soa mais natural e eu posso conseguir um som muito maior desse jeito. Você começa apartamento e ouvir o que está acontecendo, trabalhando para fora se houver um problema com o que você tem e como você está indo para corrigir isso. Devemos EQ nunca por causa dela, apesar de muitas pessoas. "

Guthrie experiência de estúdio foi ainda chamado a atingir a máxima separação entre a amplificação backline, numa tentativa de melhorar o controle. Ele e backline cabeça Phil Taylor colocado espuma grandes defletores de cada lado da guitarra e os amplificadores de baixo e teclado Leslies, quase como se fossem criação de um ambiente de estúdio no palco. Diz Guthrie: "Nós descobrimos que debaixo do palco era uma grande área de baixa freqüência estrondo, que foi reduzindo a definição do termo de baixa, por isso desligou mais destas armadilhas espuma lá em diferentes intervalos de tempo e ele fez uma enorme diferença. A outra coisa que fizemos foi transformar todos para baixo no palco assim que a banda estava tocando em um nível excepcionalmente baixo. Pensei que ia me mijar fora, com toda a franqueza, mas Roger foi realmente muito apoio, porque ele queria atingir a mais alta resolução som possível. Era um bocado de um problema com Dave, porque embora, como a maioria dos guitarristas, ele precisava jogar em um determinado volume de obter a sustentabilidade e feedback, para que o seu nível tende a arrastar-se durante o show. "

Ainda mais controle foi fornecida pelo engenhoso duplo objectivo "martelo" bandeiras que pendiam sobre o auditório em Earls Court, um local famoso por sua acústica hangar de aeronaves semelhantes. Uma idéia similar foi introduzido no Festhalle em Frankfurt, durante o "In The Flesh" tour, onde, sob a direção de Nigel Taylor, a instalação de cortinas foi extremamente eficaz, absorvendo a energia espúria que reflete fora das paredes do local e teto abobadado. Desta vez, porém, essas cortinas tinham sido transformados em adereços visuais altamente memorável. Como Robbie Williams confirma, acústico consultor Stephen Tribunal de Justiça, cujo Tribunal de negócios Acústica foi, então, com base no complexo Britannia Row, desempenharam um papel na concepção da eco armadilhas de absorção para o London shows. Tribunal diz: "Earls Court era um banheiro enorme, acusticamente falando. Eu tinha trabalhado com Ken Shearer, que tinha instalado os cogumelos no Royal Albert Hall e eu vi o quão eficaz elas tinham sido. Então, entre mim ea equipe Floyd nós teve a idéia de colocar-se algumas bandeiras que, em termos reais, atuou como cobertores para se livrar de todos os eco, e equipe da banda arte criou esses banners maravilhoso. "




PALCO MIX
Posicionado atrás da parede, Seth Goldman corria o regime de monitorização extensiva com 5 mesas Midas Pro 2 para o palco principal e 4 outra console Midas com 2 Pro e 3 Pro 4 módulos para quando a banda se apresentou no palco da frente. Todos os backing vocals foram somados através de um pequeno Altec montados em rack, mesa de mistura. O que poderia ser descrito como o precursor de monitoração no ouvido também foi destaque no programa, como Goldman explica: "Kenny Schaffer de Schaffer-Vega me construiu um engenhoso sistema sem fio com fones de ouvido Koss 240 para Roger, e ele ficou com eles realmente bem, o que provavelmente explica por que ele foi um dos primeiros povos a assumir o Garwood original monitores in-ear quando ele fez sua própria versão de "The Wall" em Berlim, em 1990. "



Devido a um aumento na quantidade de monitorização necessária para esse show em duas fases, Guthrie afirma que ele foi muitas vezes envolvido em uma batalha "amigável", com Seth Goldman, enquanto tentava convencer o engenheiro de monitor para reduzir o volume no palco para evitar a colocação de 5 mesas de palco e 7 mesas  de som de frente. "Eu estava ficando um pouco de vazamento de monitor para o microfone, e é aí que o retorno potencial estava vindo", diz Guthrie. "Mas o estágio foi muito bem definidas, pois as cunhas foram para cima e para baixo do palco com uma grade em cima, então você realmente não vê qualquer calços da frente da platéia."


As apresentações
Após gravar o álbum em quatro estúdios – um em Nova Iorque, um em Londres e dois na França – durante dois meses, o Pink Floyd entrou em turnê – isso já em 1980. Mas os shows apresentavam um dilema difícil de resolver. Se por um lado o incômodo de tocar em grandes estádios havia sido um dos combustíveis para a concepção de “The Wall”, por outro, ficava difícil imaginar um concerto intimista que fizesse jus a grandiosidade da obra. “‘The Wall’ perdia a chama completamente, quando tocado num estádio, sendo que nem o público nem a banda conseguia aproveitar coisa alguma”, afirmou o baixista em entrevista dada ao jornalista Chris Salewicz, em 1987.
Apesar da constatação – com Wright já como músico contratado e não mais membro da banda – sete anos antes o PINK FLOYD caiu mesmo na estrada. A banda começou a ensaiar para os shows em fevereiro de 1980. No mesmo mês aconteceu a primeira apresentação em Los Angeles. No total foram 31 shows durante dois anos. A turnê passou ainda por Nova Iorque, Dortmond e Londres, além de Los Angeles – um resumo das diferenças entre cada show pode ser conferido neste link.
Durante as apresentações um muro de 12 metros de altura, construído com tijolos de papelão, era gradualmente construído entre a banda e a platéia. As lacunas existentes, enquanto o muro não estava totalmente erguido, permitiam que o público visse a banda. Também no muro eram projetadas animações, produzidas pelo ilustrador, designer e cartunista Gerald Scarfe, que remetiam à história. Outros elementos importantes eram os bonecos infláveis que iam surgindo durante as apresentações.
Um dos pontos altos dos shows era a execução de “Comfortably Numb”. Depois de Waters cantar as primeiras estrofes da música no chão, em frente ao muro, Gilmour surgia, suspenso por um guindaste, em cima do muro, iluminado por luzes azuis e brancas. E ao final da cada apresentação o muro era destruído com a banda ressurgindo. Em média cada show durava duas horas.
Mas ao contrário do álbum, a turnê não se mostrou um sucesso do ponto de vista financeiro. Muito pelo contrário. Toda a parafernália necessária para a realização dos shows, no total eram utilizadas 100 toneladas de equipamento em cada concerto, deixava as apresentações inviáveis economicamente. Prova disso é que o Pink Floyd fechou a turnê de “The Wall” com um prejuízo de 600 mil dólares. Graças a isso se tornou notória a história de que Wright teria sido o único a lucrar com a turnê, já que na época o tecladista trabalhou apenas como músico contratado.
Além da inviabilidade financeira da turnê, os shows ocorridos em 1980/81 acentuaram ainda mais a divisão interna na banda. Waters se hospedou em hotéis diferentes dos demais integrantes do Pink Floyd, utilizando inclusive veículos próprios para se dirigir ao local de cada apresentação.
Apesar de todos os problemas e da relutância de Waters em realizar algo que contrariasse sua idéia inicial, os espetáculos se mostraram uma oportunidade única para o público. “Assistir a um show de ‘The Wall’ era uma experiência semelhante a estar em um campo de batalha. O grande público era tomado por um frenesi impulsionado pelo Rock and Roll. Não se tratava de um show normal. Era, na verdade, um espetáculo multimídia grandioso”, afirma o colaborador do site Brain Damage, Paul Powell Jr. – a resenha completa dos shows, em inglês, pode ser lida neste link.

O filme
Após o sucesso do álbum, “The Wall” também acabou se transformando em filme. Lançada em 1982, a película contou com a direção de Alan Parker – responsável por filmes como “Mississipi em Chamas” (1988) e “Evita (1996) –, produção de Alan Marshall e roteiro do próprio Waters. Após ser exibido no conceituado festival de cinema de Cannes, o filme recebeu criticas positivas da maior parte da mídia especializada.
Baseada no conceito do álbum, a película inicialmente, de acordo com informações divulgadas na época da produção, foi concebida para ser um misto de trechos de apresentações ao vivo da banda na turnê de “The Wall” com as animações de Scarfe. No entanto, a qualidade duvidosa das gravações realizadas durante as apresentações fez com que Parker abandonasse a idéia e optasse pelo uso de atores – o script original do filme pode ser lido neste link.
Após Parker assumir o comando na realização do filme – inicialmente Waters pretendia tocar o projeto por conta própria – ele logo descartou o baixista, que aspirava ao papel de Pink, personagem principal da história, optando pelo ator e cantor Bob Geldof. Se a produção do álbum foi marcada por um choque interminável de egos, no filme não foi diferente – só que dessa vez com dois personagens diferentes: Parker e Scarfe, além, é claro, de Waters
Desde o lançamento do filme, o baixista se mostrou relutante com relação à película. “Foi uma experiência muito irritante e desagradável. Enganamos-nos muito”, afirmou em entrevista dada em 1988. Ele também se queixou da “apelação” que o filme produzia aos sentidos dos expectadores, tornando-se maçante e cansativo.
Já Scarfe viu se roteiro, produzido para ajudar no desenvolvimento das animações, ser completamente abandonado – o texto é interessante na medida em que mostra o quanto a idéia original do filme passou por mudanças até que a obra fosse completada. Parker por sua vez, em constante conflito com Waters e Scarfe, classificou o trabalho como uma das piores experiências criativas dele enquanto diretor.
Apesar das ressalvas dos realizadores do projeto, “The Wall” se tornou um dos melhores musicais dos anos 1980, tendo rendido inclusive dois documentários dedicados a analisar o filme.
Dando ainda continuidade à idéia inicial de Waters, mesmo que tardiamente, de explorar “The Wall” em todos os tipos de mídias possíveis – disco, concerto, cinema e teatro – em 2004 o músico promoveu uma peça na Broadway abordando mais uma vez o álbum – a iniciativa contou com o apoio da produtora/distribuidora de filmes Miramax Films e do empresário Thomas Mottola.

Uma peça de resistência
Relançado sete vezes nos mais diferentes tipos e formatos desde 1980, “The Wall” se tornou um dos maiores clássicos da história do rock. O caráter atemporal da obra faz com o disco relembrado e analisado constantemente. E não parece ser difícil entender o porquê. O álbum tocou em assuntos pertinentes ainda hoje. Violência, opressão e isolamento, males da vida contemporânea.
Pink simboliza o ser humano posicionado entre as pressões da sociedade e as suas próprias vontades. Diante de um dilema existencial, sua primeira opção é alienar-se para depois “derrubar o muro” que o isola do resto do mundo, buscando o equilíbrio necessário para se livrar das neuroses que o atrapalham. A roupagem de astro do rock é apenas um disfarce para encobrir um ser humano comum, em constante conflito. Se em algum momento você se identificou com Pink, ótimo. Sinal de que você é um ser humano.